
A produção científica desenvolvida no Brasil segue avançando em temas estratégicos para a transição energética e a sustentabilidade industrial. Nesse contexto, um estudo recente com participação do professor Lino Marujo traz uma contribuição relevante ao analisar a viabilidade sustentável da reciclagem de unidades offshore do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading).
Publicado na revista Sustainability, o artigo propõe uma abordagem inovadora ao integrar o método de simulação de Monte Carlo com indicadores ESG (Environmental, Social and Governance), permitindo uma avaliação mais robusta dos impactos econômicos, ambientais e sociais envolvidos no processo de descomissionamento e reciclagem dessas estruturas.
O estudo destaca que o uso de simulações probabilísticas possibilita lidar com incertezas de mercado, como variações nos preços de sucata e custos operacionais, oferecendo uma visão mais realista da viabilidade econômica da reciclagem de plataformas offshore. Resultados semelhantes em pesquisas da área indicam que esse tipo de abordagem pode demonstrar cenários com retorno financeiro positivo, mesmo diante de oscilações de mercado .
Além do aspecto econômico, o trabalho incorpora métricas ESG para avaliar os impactos ambientais e sociais da atividade, reforçando a importância de práticas sustentáveis na indústria de óleo e gás. A integração desses indicadores permite compreender não apenas a rentabilidade, mas também os benefícios associados à redução de impactos ambientais, ao reaproveitamento de materiais e à promoção de cadeias produtivas mais responsáveis.
A pesquisa também dialoga com um cenário global em que plataformas offshore estão atingindo o fim de sua vida útil, tornando o descomissionamento e a reciclagem temas cada vez mais relevantes. Nesse contexto, o desenvolvimento de modelos que conciliem viabilidade econômica e responsabilidade socioambiental é fundamental para orientar políticas públicas e decisões empresariais.
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Fonte: MDPI