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Reduzir o desperdício de alimentos, otimizar a distribuição de produtos perecíveis e minimizar os impactos dos congestionamentos urbanos são alguns dos objetivos de uma pesquisa desenvolvida no Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe/UFRJ. O estudo propõe a aplicação integrada de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA) e blockchain para modernizar a logística urbana e aumentar a eficiência das operações de transporte.

A pesquisa integra a dissertação de mestrado da aluna Naina Ribeiro Lelis e parte de um desafio que afeta diretamente a economia, a sustentabilidade e a segurança alimentar. De acordo com dados da Embrapa, milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas todos os anos em razão de falhas no armazenamento, transporte e distribuição.

Nos grandes centros urbanos, esse cenário é agravado por fatores como congestionamentos, restrições à circulação de caminhões e dificuldades na gestão das áreas destinadas às operações de carga e descarga. Como consequência, aumentam os custos logísticos, cresce a emissão de gases de efeito estufa e há perdas significativas na qualidade dos produtos transportados.

Para enfrentar esses desafios, a pesquisa propõe a utilização de sensores inteligentes e sistemas digitais capazes de monitorar, em tempo real, toda a cadeia de distribuição de alimentos. A integração entre IoT, Inteligência Artificial e blockchain permite maior controle das operações, oferecendo informações estratégicas para a tomada de decisões e aumentando a confiabilidade dos dados compartilhados entre os diferentes agentes da cadeia logística.

Entre as principais aplicações da solução desenvolvida estão o rastreamento contínuo de produtos perecíveis, a classificação automática das prioridades de entrega e o aumento da segurança e da integridade das informações, garantindo maior transparência e eficiência ao processo logístico.

Ao integrar tecnologias emergentes à logística urbana, a pesquisa reforça o potencial da inovação para enfrentar desafios contemporâneos relacionados à mobilidade, à sustentabilidade e à segurança alimentar, contribuindo para o desenvolvimento de cidades mais inteligentes e sistemas de transporte mais eficientes.

Fonte: COPPE

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