Accessibility Tools

29 01 PET Estudo conduzido Noticia 374Pesquisa do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, conduzida pelo professor Glaydston Mattos Ribeiro (PET-COPPE/UFRJ), analisa a migração de usuários do transporte coletivo para corridas de motocicleta por aplicativo na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ). O estudo, intitulado “Motivações e racionalidades na escolha pela motocicleta como meio de transporte individual na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ)”, foi apresentado no Rio de Transportes 2025 e ouviu 2.616 motociclistas.

Os resultados mostram que, apesar do reconhecimento dos altos riscos, fatores como menor tempo de deslocamento, previsibilidade da viagem, custo e questões de segurança pública têm levado usuários, especialmente após a pandemia da Covid-19, a trocar o ônibus pelos aplicativos. Segundo Ribeiro, cerca de 14,5% da população fez essa migração no período pós-pandemia.

O estudo também aponta impactos na saúde pública. Mais da metade dos entrevistados relata prejuízos à saúde, como estresse, dores de cabeça e insônia. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do DataSUS indicam gastos de cerca de R$ 223 milhões em 2024 com internações por acidentes envolvendo motocicletas. No Rio de Janeiro, informações do Corpo de Bombeiros e da Coppe/UFRJ revelam que 77% das ocorrências de trânsito atendidas envolvem motociclistas, com reflexos diretos em hospitais municipais, como o Hospital Municipal Lourenço Jorge.

Para o pesquisador, a expansão do transporte individual por motocicletas é consequência de falhas estruturais do transporte coletivo, como viagens longas, falta de integração entre modais, baixa previsibilidade e sensação de insegurança. Entre as soluções propostas estão corredores exclusivos, faixas preferenciais, aumento da frequência e da cobertura do transporte interbairros, além da integração física e tarifária entre os modais.

O levantamento conclui que o tempo é o fator decisivo na escolha pelo uso de motocicletas e que pequenas reduções no tempo de viagem do transporte coletivo poderiam reverter essa tendência, contribuindo para a redução de riscos e de impactos ao sistema de saúde.

Confira a matéria completa AQUI!

Fonte: Conexão UFRJ

 

Topo