As discussões sobre mobilidade urbana no Brasil têm ganhado novos contornos diante dos desafios crescentes das grandes cidades. Nesse contexto, o professor Glaydston Ribeiro destaca que caminhadas e pedaladas podem ser parte real da solução, mas ressalta que essas alternativas devem estar integradas a um sistema de transporte mais amplo e eficiente.
Segundo o professor, a ampliação de vias para automóveis não resolve os problemas estruturais da mobilidade urbana. Pelo contrário, essa estratégia tende a incentivar ainda mais o uso de veículos individuais, agravando questões como congestionamentos, poluição e desigualdade no acesso ao transporte.
O especialista defende a priorização de modais coletivos de alta capacidade, como metrôs, trens e corredores de ônibus, aliados a uma melhor integração com formas de mobilidade ativa, como o uso da bicicleta e os deslocamentos a pé.
Para ele, investir em planejamento urbano integrado é essencial para garantir cidades mais sustentáveis, acessíveis e eficientes. Isso inclui a criação de infraestrutura adequada para ciclistas e pedestres, além da conexão eficiente entre diferentes meios de transporte.
O debate reforça a necessidade de repensar as políticas públicas voltadas à mobilidade, priorizando soluções que promovam qualidade de vida, redução de emissões e inclusão social.
Fonte: Globo